Violência na mídia é tema de aula inaugural das turmas 2015
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Violência na mídia é tema de aula inaugural das turmas 2015


“Desde pequeno me interesso pelo jornalismo, por influência do meu pai, que trabalha na área. Me indicaram o curso da Comradio porque é profissionalizante, você sai certificado e é uma boa iniciativa para começar no ramo do jornalismo”. As palavras de empolgação são de Artur de Andrade, que vê no curso técnico de Rádio e TV uma oportunidade de realizar um sonho de infância. Ele, juntamente com seus colegas de turma, participaram no último sábado (21/03) da aula inaugural da Escola Comradio do Brasil.

“A espetacularização da violência na mídia: para os meios de comunicação o crime compensa?” Este foi o tema do Espaço de Diálogo que marcou o início das aulas dos novos alunos do Curso Técnico de Rádio em TV da Escola Comradio do Brasil. O evento aconteceu no Auditório João Paulo VI e contou como debatedores o Especialista em Segurança Pública, Prof. Dr. Arnaldo Eugênio e o Presidente da Confederação Nacional de Comunidades Terapêuticas, Célio Barbosa.

O jornalista Jessé Barbosa, mediador do debate, iniciou o Espaço de Diálogo com a seguinte provocação: ‘Existe uma indústria da violência nos meios de comunicação?’ Para o professor Arnaldo Eugênio, especialista em segurança pública, existe uma mercantilização de tudo, inclusive das relações sociais.

“A gente vive o fetiche da mercadoria em relação à violência, por trás de muitos comunicadores existe uma grande farsa, não fazem um serviço para a coletividade e sim para si mesmos. Existe uma mercadoria, que para ser vendida tem que ter o consumidor. Por trás desse espetáculo midiático existe todo um jogo de interesses”, diz Arnaldo Eugênio.

Célio Barbosa, coordenador da Fazenda da Paz, acredita que existe violência nos meios de comunicação porque é o que o público quer consumir. “Somos o grande freguês, somos o cliente. Acredito que eu, que nós, somos culpados quando ligamos a TV às seis horas da manhã naquele canal. Que tipo de notícias nós estamos vendo, que não seja violência, no Brasil? Que tipo de novela assistimos, que só tem roubo, violência, gente passando os outros pra trás? É isso que nós queremos comprar”, afirma.

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