Empresas são certificadas com Selo ’Empresa Acessível'
Fale conosco (86) 98825-6602

Empresas são certificadas com Selo ’Empresa Acessível'


O Selo ‘Empresa Acessível’ foi entregue na manhã desta terça-feira, 22 de setembro, como forma de reconhecimento às empresas que promovem acessibilidade e empregam pessoas com deficiência em Teresina. No evento, que aconteceu no auditório do Centro Pastoral Paulo VI, a Faculdade Santo Agostinho, a Adapta Fácil e as Lojas Dragão receberam respectivamente os selos Ouro, Prata e Bronze. As empresas foram visitadas por uma comissão certificadora e preencheram um questionário de avaliação de acessibilidade.

Participaram da mesa de honra Antenilton Marques, Presidente do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Mauricéia Neves, Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e Assistência Social – SEMTCAS; Hipólito Lima, Comissão do Direito das Pessoas com Deficiência da OAB/PI; Dorival Mendes, CREA/PI; Marcelino Martins, Presidente do CREFITO; Flávia Viana, Coordenadora de Projetos Sociais do Instituto Oi Futuro; Iraildon Mota, Presidente do Instituto Comradio e Sanderlan Ribeiro, Conselho de Arquitetura e Urbanismo CAU/PI.

Durante a solenidade, o Coordenador de projetos do Instituto Comradio do Brasil, Jessé Barbosa, disse que a iniciativa começou com uma pesquisa realizada em nome do Projeto Um Olhar Para a Cidadania, que quis entender como é o mercado de trabalho para pessoas com deficiência visual em Teresina. A pesquisa foi realizada através de entrevistas com cegos e seis diretores de recursos humanos de empresas de médio e grande porte de Teresina. A pesquisa chegou à conclusão de que os setores de recursos humanos têm ideias pré-concebidas sobre deficientes visuais, vistas como incapazes e dependentes.

”O principal impedimento para não contratação de pessoas com deficiência visual é o preconceito dos empregadores, que muitas vezes não concebem a pessoa com deficiência visual como alguém capaz de realizar plenamente as atividades. A maioria dos empregadores leva em conta primeiro a deficiência e depois o perfil e a qualidade dos profissionais. A noção geral no interior da empresa e demais trabalhadores considerados normais é que o trabalhador com deficiência não terá um desempenho satisfatório durante o serviço, acarretando ônus ao empregador”, explica Jessé.

No entanto, existem casos de experiências relevantes de interação com deficientes visuais nas empresas em Teresina. “Também existem casos de pessoas que conviveram com deficientes visuais e se tratou de uma relação sem ônus para as empresas, e pessoas que deram oportunidade e constataram que o trabalho muitas vezes é mais eficiente, mais elaborado por que as pessoas com deficiência têm capacidade maior para superar as dificuldades do que as pessoas ditas normais”, afirma o coordenador.

Levando em consideração a pesquisa, viu-se que era necessário incluir as empresas no mundo dos deficientes e não o contrário, afirma Jessé. “A forma mais adequada para isso foi premiar as empresas que se tornarem acessíveis para todos, assim inicia-se um processo de combate ao preconceito a partir da própria prática da empresa”.

As empresas que se candidataram receberam uma comissão para avaliação dos equipamentos de acessibilidade, que levava formulário com 150 perguntas baseada na NBR 9050, que são normas técnicas para acessibilidade. As Lojas Dragão que obtiveram a pontuação de 70% a 85% recebeu o Selo Bronze, a Adaptafácil que obteve a pontuação de 85% e 95% recebeu o Selo Prata e a Faculdade Santo Agostinho que teve um nível de acessibilidade avaliado com a pontuação acima de 95% recebeu o Selo Ouro. As empresas certificadas poderão utilizar o Selo na sua propaganda em rádio, TV, meios impressos e internet, sendo identificadas como “Empresa Acessível”. 

Dê sua opinião:


Veja também:

Prepare-se para não dormir está noite!

Prepare-se para não dormir está noite!

"A gente vem querendo ensinar e fica querendo ficar mais para aprender"

Técnicas de Voz

Técnicas de Voz