World Wide Web: A Rede de Alcance Mundial
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World Wide Web: A Rede de Alcance Mundial

Neste episódio nove da saga sobre A Evolução dos Meios de Comunicação, vamos falar sobre o surgimento do famoso www.


Por: Matheus Lima

A invenção de Berners-Lee nada mais foi do que o WWW, ou seja, World Wide Web. Este sistema nasceu para ligar as universidades entre si para que os trabalhos e pesquisas acadêmicos fossem utilizados mutuamente em um ambiente de contribuição dos lados envolvidos. Este cientista também é responsável pelo desenvolvimento de duas ferramentas indispensáveis para a Internet: o código HTML e o protocolo HTTP

 

Com as invenções de Berners-Lee e várias evoluções e melhorias nestes protocolos e códigos chegamos à Internet como a conhecemos. Nenhum outro meio de comunicação se expandiu tão rapidamente quanto a rede mundial de computadores. Em quatro anos, a Internet atingiu mais de 50 milhões de pessoas! Atualmente, no Brasil, os usuários da rede representam 44% da população com acesso a computadores e 97% das empresas estão ligadas à Internet.

Mas, para entendermos melhor como a Internet no Brasil se desenvolveu, precisamos voltar um ano antes de Tim Berners-Lee desenvolveu a World Wide Web. Em 1988, algumas universidades brasileiras começaram a fazer parte da rede de computadores das instituições de ensino superior dos Estados Unidos (a ARPANET, que falamos no capítulo anterior). Mas, ainda nesta data, surgia a AlterNex, primeiro esboço do que seria a internet brasileira a partir dos anos 90. Assim como a ARPANET, a AlterNex começou como uma rede restrita para pesquisadores e acadêmicos de universidades. Mais tarde, em 1992 o público pode conhecer a rede mundial de computadores.

 

Anos mais tarde, em 1997, os provedores comerciais de Internet passam a ganhar mercado no Brasil e o número de usuários começa a aumentar bastante. Contudo, estes primeiros usuários da Internet doméstica eram pessoas que já tinham algum contato com o computador pessoal e dispunham de recursos financeiros para conseguir pagar um provedor mais a fatura de telefone – o que não era nada barato para a época. Com o passar dos anos, os provedores poderiam abaixar o preço e com a chegada da conexão Banda Larga.


A guerra de navegadores

 

Em 1993, Marc Andreessen e Rob McCool inventaram o primeiro navegador livre e gráfico, o Mosaic. Por dois anos, o navegador Mosaic foi o principal meio de explorar a Internet fora das universidades e centros de pesquisa. O objetivo da dupla McCool e  Andreessen era transformar a Internet em algo prático também para as outras pessoas. Por isso, em 1995 nasce o Netscape, primeiro navegador comercial da Internet. Alguns usuários com mais tempo de experiência na Internet devem se lembrar da interface deste programa.

Porém, logo a Microsoft percebeu que seria deixada para trás se não desenvolvesse uma tecnologia para ganhar mercado. Foi então que o Internet Explorer foi desenvolvido a partir do código do Mosaic. Um golpe difícil para Andreessen se recuperar, porque a partir daí o IE (como o navegador da Microsoft ficou conhecido) passou a ser incluído no Windows. Como o sistema operacional passou a ser quase um consenso entre os usuários de PCs, o novo navegador também passou a sê-lo. Assim, o Netscape de Andreessen foi deixado para trás para que o Internet Explorer assumisse a liderança de mercado.

Depois de anos utilizando o Internet Explorer, surge o Mozilla Firefox. O ano de lançamento do novo navegador, 2004, pode ser chamado de o ano da “Segunda Guerra dos Navegadores”. Afinal, nos seus primeiros 99 dias de vida, o Firefox teve 25 milhões de downloads. A partir dele, uma vasta coleção de nomes de navegadores surgiu, uma vez que o código de programação do navegador é livre para ser desenvolvido por outros programadores. Assim, todos conseguem um navegador “dos sonhos” altamente customizável e que traz algo novo: as abas de navegação. Depois do Ópera e do Firefox surgem navegadores novos como o Safari (versão Windows) e Chrome – todos eles com as abas, recurso que o IE foi obrigado a incorporar.

A velocidade de navegação e exigência de dinamismo do usuário do início do ano 2000 fez com que novas tendências surgissem na Internet. O meio ficou mais populoso e as pessoas sentiam vontade de se relacionarem entre si – faltava interação entre usuários que não se conheciam pessoalmente.  Por isso, a Internet vem mudando constantemente e novas tendências são muito mais do que simples ideias – são fatos consumados.

 

“No próximo capítulo você vai ler sobre a aparição dos mensageiros instantâneos.”


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