Projeto Mulheres de Visão é finalista no Prêmio Piauí de Inclusão Social
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Projeto Mulheres de Visão é finalista no Prêmio Piauí de Inclusão Social

O prêmio é uma parceria do Grupo Meio Norte de Comunicação com o Governo do Estado do Piauí.


Zirionara Santos sorrindo sorridente em um momento de aula

“Eu era uma pessoa tímida, que não falava, tinha medo. Hoje sou completamente diferente e isso devo ao projeto Mulheres de Visão”, disse Zorionara Santos, uma das beneficiadas do projeto. Essa história, é uma dentre muitas outras das participantes do projeto, que é finalista no Prêmio Piauí de Inclusão Social. O projeto Mulheres de Visão nasceu com o objetivo de formar e fazer com que cerca de 40 mulheres sejam empreendedoras, para assim serem donas do seu próprio negócio. 

O Prêmio é  parceria do Grupo Meio Norte de Comunicação com o Governo do Estado do Piauí e está na sua 15ª edição e tem como propósito incentivar as ações de responsabilidade social . Iraildon Mota, presidente da Escola Comradio, do Instituto Ileve, e coordenador do projeto, falou da importância do Prêmio. “É um reconhecimento às organizações e as pessoas que trabalham dedicando a sua vida para ajudar o próximo. É o único prêmio do Estado do Piauí nesta categoria, e muito festejado pelas organizações que estão sendo contempladas como finalistas”, disse.

A coach Lana Portela abraçada com dona Socorro, participante do projeto Mulheres de Visão

Ao todo  25 projeto são finalistas. Casos de atuação construtora, que edificam e fazem a inclusão e elevação humana acontecer. Iraildon Mota, falou da diferença de uma pessoa com deficiência e as que não tem. "A única coisa que separa uma pessoa com deficiência visual das outras pessoas é a oportunidade de estar entre instituições que trabalham para colaborar com a melhoria da vida delas, e de certa maneira proporcionar oportunidades”, relatou.

Em cinco meses de atividades que incentivam a acessibilidade e a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, as beneficiadas tiveram aulas de Políticas Públicas, Comunicação para Inclusão, Oratória, consultoria com coaching. Receberam ainda instruções de respiração e cuidando da voz com dicas, e atividades para melhorar a comunicação, com orientação de uma fonoaudióloga, além de participarem de um espaço de diálogo com a presença de autoridades do Estado. 

Iraildon Mota, presidente da Escola Comradio do Instituto Ileve e coordenador do projeto Mulheres de Visão

O coordenador do projeto disse que a oportunidade do projeto ser indicado é um momento de mostrar ainda mais que mulheres cegas têm potencial. “O projeto Mulheres de Visão ver isso como uma grande oportunidade de dizer para a população que existem pessoas cegas com dificuldades, mas também com potenciais. Esse raciocínio nos faz acreditar muito na possibilidade que as pessoas vejam que mulheres cegas têm condições de fazer muita coisa útil à sociedade”, afirmou Iraildon Mota.

Além das aulas o projeto conta com o Experimento Sensorial de Acessibilidade, um convite para as pessoas vivenciarem uma realidade diferente.  Durante o experimento as pessoas são convidadas a entrarem no túnel onde poderão viver situações do mundo da pessoa cega, estimulando os participantes a usarem outros sentidos. Vendadas elas passam por alguns obstáculos que aguçam seus sentidos.

Contexto do Projeto

O Piauí é o segundo Estado brasileiro com maior número de pessoas com deficiência. De acordo com o censo do IBGE de 2010, 17,63% da população possui algum tipo de deficiência, destes 48,1% tem deficiência visual. Aplicando este percentual a população atual do Estado, de 3.140.213, um total de 553.619 pessoas possui algum tipo de deficiência, onde cerca de 265.737 são cegos ou com baixa visão. Uma outra realidade é que 70% dos prédios públicos e de uso coletivo na cidade de Teresina não apresentam rampas de acesso ou banheiros adaptados, segundo informações do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura, e Agronomia do Piauí (CREA-PI).


Experimento Sensorial em um momento na Universidade Federal do Piauí

Como nasceu o projeto

A partir de uma provocação que o professor Iraildon Mota fez a um grupo de Mulheres Cegas para fazer um programa de Rádio. O objetivo era que as mulheres cegas conversassem sobre os desafios de ser mãe, mulher, esposa, preconceitos, alegrias e tristezas de forma descontraída e educativa. O nome do programa de Rádio era Mulheres de Visão. Após dois anos deste momento, Iraildon Mota resolveu apresentar um projeto à Agência de Fomento do Governo Americano - Fundação Interamericana - IAF com o objetivo de formar mulheres para serem empreendedoras, para que elas pudessem criar negócios de acessibilidade que atendesse demandas do mercado. O projeto foi aprovado com muitos elogios pela inovação e ousadia.

Como funciona o projeto

Na primeira etapa estão sendo ministradas aulas de autoconhecimento, política pública de inclusão, comunicação inclusiva, oratória, negociação, criatividade, empreendedorismo e gestão de negócios. No segundo momento as participantes terão mentores experientes e especializadas na criação e desenvolvimento de negócios. E na última etapa os empreendimentos criados passarão por uma fase de teste para medir a capacidade de gestão das mulheres e a viabilidade do negócio.

Sobre a IAF

 

Logomarca de 50 anos da IAFLogomarca de 50 anos da IAF

A Fundação Interamericana - IAF, é uma agência independente do governo dos Estados Unidos que financia projetos de desenvolvimento realizados por grupos de base e organizações não-governamentais na América Latina e no Caribe. A IAF tem cumprido seu mandato respondendo com o apoio de doações às ideias mais criativas de autoajuda recebidas de grupos de base e organizações não governamentais. Também incentiva parcerias entre organizações comunitárias, empresas e governo local, destinadas a melhorar a qualidade de vida das pessoas de baixa renda e a fortalecer as práticas democráticas. 

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